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Mundo ► Ciência

Imagem angular gerada através dos dados dos canais estéreos de uma das câmaras do orbitador Mars Express (ESA, DLR, FU Berlin))
13-01-2020 11:00
Marte
Falhas ativas em Marte

​O emissário robótico conhecido por InSight, da NASA, que aterrou em Marte em novembro de 2018, possibilitou reconhecer uma zona de falhas ativas no planeta vermelho.
 
Foi em abril de 2019 que o sismómetro (SEIS) da sonda InSight detetou sinais de atividade sísmica em Marte. Dois dos muitos sinais registados, com magnitudes a rondar os 3,0 e os 4,0, permitiram localizar a sua fonte de origem numa região conhecida por Cerberus Fossae, uma zona com uma série de fendas profundas que se estendem ao longo de 1600 km a leste do ponto de aterragem da InSight.
 
Os resultados deste trabalho ainda não foram publicados, mas a divulgação desta zona de falhas ativas é um marco importante para o estudo do planeta vermelho, nomeadamente na compreensão da atividade tectónica de Marte. A sonda também usa estes pequenos tremores para mapear o interior do planeta, num processo semelhante ao dos ultrassons que conseguem observar o interior do corpo humano.
 
O sismómetro instalado em Marte é de tal forma sensível que, para além de detetar todos os rangidos da crosta, também regista muitas alterações nas condições atmosféricas, uma vez que tem vários detetores que conseguem medir a pressão atmosférica, a velocidade do vento, a temperatura e muito mais. Muitos dos sinais detetados até agora estão relacionados com o vento, mas algumas horas após o pôr-do-sol, quando a agitação acalma, existem outros sinais que emergem. A sonda detetou o seu primeiro tremor sísmico no interior do planeta, e não na sua superfície ruidosa, no dia 6 de abril de 2019. Desde então, a frequência dos tremores aumentou, com mais de 300 já registados.
 
Os cientistas não sabem exatamente qual é o mecanismo por detrás dos vários distúrbios internos de Marte. Com efeito, o planeta não tem placas tectónicas como a Terra. Quando se formou, Marte era uma massa ardente de rocha fundida que acabou por arrefecer, processo que criou uma crosta estática em torno de um manto rochoso. No entanto, não se sabe quão quente é o interior do planeta. A paisagem marciana já teve vulcões a emitir lava à superfície, mas há muito que estes vulcões se silenciaram. Os cientistas suspeitam que ainda existem bolsas de magma no interior, e que a crosta estacionária do planeta pode agir como uma tampa sobre uma chávena de café fumegante, retendo o calor da formação do planeta. Se assim for, alguns dos sismos podem dever-se a processos de arrefecimento e contração contínuos do planeta. Esta compressão pode fraturar a superfície como nas conhecidas zonas de subdução, onde um bloco é empurrado sobre outro. Outros abalos podem vir do magma ou da água que existe no subsolo marciano.
 
Serão necessários mais dados para determinar o que está a provocar esta atividade mais recente.
 
Acredita-se que Cerberus Fossae seja das zonas de falha mais jovens do planeta vermelho, com 10 milhões de anos ou menos. Esta novidade geológica está geomorfologicamente expressa por vales profundos, com paredes quase verticais que ainda não foram desgastadas pelo tempo, que cortam crateras mais antigas. E também existem evidências de atividades geológicas mais recentes: vários pedregulhos em torno da região parecem ter sido sacudidos da sua posição original, deixando as suas marcas na poeira marciana.
 
Estes vales profundos podem ter surgido devido a uma bolha crescente de magma, talvez relacionada com os imponentes vulcões, talvez adormecidos, a noroeste, que forçou a crosta a distender e a fissurar. E algumas destas fissuras parecem ter também emitido as suas próprias camadas de rocha fundida.
 
Independentemente da sua origem, os sismos oferecem pistas muito interessantes sobre o facto de Cerberus Fossae não estar necessariamente inativa.


Fontes


National Geographic
ESA

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