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Açores ► Ciência

Medições de fluxo de CO2 na zona das Caldeiras da Ribeira Grande
05-02-2021 09:40
São Miguel
Geotermia "detetada" por modelos informáticos

Com base na recolha de dados geoquímicos e com o recurso a sofisticados modelos informáticos, vai ser possível realizar uma análise mais desenvolvida das áreas com potencial de exploração geotérmica, contribuindo para que as perfurações - que são bastante dispendiosas e têm impactos ambientais - sejam feitas com um grau de maior certeza quanto ao sucesso da operação.

Investigadores da Universidade dos Açores são os representantes de Portugal num projeto internacional que reúne nove países e 17 parceiros - com o apoio de fundos comunitários - e que tem como objetivo desenvolver um modelo informático de ponta que, com o recurso a dados geoquímicos, permita analisar uma área e saber, com maior rigor, onde existem fluidos com temperaturas mais altas no subsolo, em reservatórios com quantidade e potencial para a exploração geotérmica.

Nos Açores, os trabalhos estão a decorrer numa área de 20 hectares na zona das Caldeiras da Ribeira Grande, na ilha de São Miguel.

O projeto chama-se Heatstore (High Temperature Underground Thermal Energy Storage) e está dividido em vários subprojetos nos vários países que o integram. O subprojeto português é liderado pelo Instituto de Investigação em Vulcanologia e Avaliação de Riscos (IVAR) da Universidade dos Açores, tendo a sua inclusão neste projeto sido possibilitada por verbas do Fundo Regional para a Ciência e Tecnologia.

Nos trabalhos que estão a decorrer na zona das Caldeiras da Ribeira Grande, pretende-se utilizar dados de geoquímica e de petrografia para modelar reservatórios geotérmicos de alta temperatura, contando o IVAR conta com a parceria da Universidade de Zurique, na Suíça, para o desenvolvimento de um modelo informático de ponta que, com os recursos açorianos, não seria possível desenvolver.

Para se ter uma ideia do nível de desenvolvimento deste projeto, de cuja tecnologia e conhecimento científico os Açores irão beneficiar, basta referir que o subprojeto holandês - que lidera o consórcio de nove países - pretende desenvolver uma tecnologia geotérmica ‘ao contrário’. Ou seja, em vez de retirar o calor da profundidade para produzir energia à superfície, como se faz nos Açores e na Islândia, os holandeses, como não têm reservatórios geotérmicos de alta temperatura, pretendem aproveitar o calor acumulado durante o verão em painéis solares, por exemplo, para o ‘injetar’ na terra, ‘guardando-o’ para o inverno, altura em que é reutilizado para produzir energia elétrica à superfície, numa altura em que já não há sol para rentabilizar os painéis solares.

​Em declarações ao Açoriano Oriental, Fátima Viveiros, investigadora do IVAR da Universidade dos Açores e responsável pela componente portuguesa do projeto Heatstore, explica que “normalmente, quando se está a modelar um sistema geotérmico, utilizam-se essencialmente dados da geofísica, como a análise das ondas sísmicas ou da condutividade elétrica, enquanto que este projeto está concentrado essencialmente na geoquímica, que não é a técnica mais utilizada, com o objetivo de inferir o que acontece em profundidade, apenas com dados recolhidos à superfície na zona das Caldeiras da Ribeira Grande. Estes dados complementam-se. É importante ter os dados geofísicos, que são usados em todo o mundo, mas eles não nos dão a temperatura em profundidade ou a composição das rochas e, por isso, é necessário complementar com dados geoquímicos, para que o método seja mais robusto”.

A EDA Renováveis é colaboradora do IVAR nesta investigação, tendo inclusivamente disponibilizado para análise minerais recolhidos em profundidade numa perfuração geotérmica já realizadas na zona da Ribeira Grande. Com a técnica que está a ser desenvolvida neste projeto e com o recurso a sofisticados modelos informáticos, vai ser possível concluir com um maior grau de certeza que, existindo uma temperatura de ‘x’ graus centígrados à superfície, a uma determinada profundidade, a temperatura será ‘y’ e será propícia ou não à exploração geotérmica.

Vai ser possível também, através da análise da libertação de gases à superfície, nomeadamente dióxido de carbono, saber com maior exatidão qual a permeabilidade do solo, no sentido de apurar se vai ser mais fácil ou não perfurar para ir buscar o recurso geotérmico para produzir energia. Isto porque, só há uma libertação de gases em zonas onde a rocha em profundidade se encontra fraturada.

Até porque e ao contrário de outros territórios, onde as falhas nas rochas são visíveis à superfície, a vegetação densa nos Açores e mesmo os depósitos de pedrapomes impedem que se consiga avaliar à superfície onde é que a rocha é compacta ou permeável, obrigando a outros estudos.

Devido à pandemia de Covid- 19, o projeto Heatstore viu a apresentação das suas conclusões adiadas por seis meses, do próximo mês de abril para o mês de outubro, podendo o estudo realizado na zona das Caldeiras da Ribeira servir de ponto de partida para uma futura exploração geotérmica.


Fontes


Açoriano Oriental

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